Costa do Marfim: violência causou 210 mortes desde dezembro

País africano vive grave crise política desde as eleições presidenciais de 28 de novembro

AFP |

A violência na Costa do Marfim, mergulhada numa grave crise política desde as eleições presidenciais de 28 de novembro, deixaram 210 mortos desde meados de dezembro, anunciou nesta quinta-feira um dirigente da ONU em Abidjan.

O balanço anterior, de 30 de dezembro, dava conta de 179 mortos, mas, nessa data, morreram mais 31 pessoas, segundo Simon Munzu, chefe da divisão de direitos humanos da ONUCI, a missão da ONU na Costa do Marfim.

O relatório da ONU foi divulgado no mesmo dia em que o presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional mas não pelo presidente em exercício Laurent Gbagbo, afirmou que terá "o poder total" nos próximos dias.

"Meus seguidores estão impacientes e acham que devemos andar mais rápido para tomar o poder", explicou Ouattara, em entrevista à emissora de rádio francesa Europe 1. "Mas conseguiremos. Tenho confiança de que nos próximos dias teremos o poder total", acrescentou Ouattara, declarado vencedor pela Comissão Eleitoral Independente da Costa do Marfim.

"Posso garantir a vocês que será durante o mês de janeiro", afirmou. Desde a votação de 28 de novembro, o presidente eleito vive recluso em um hotel de Abidjan.

A Comunidade de Estados Africanos do Oeste (Cedeao) ameaçou Gbagbo com uma intervenção militar para forçá-lo a deixar a presidência.

"Gbagbo deve deixar o poder", disse Ouattara, acusando o rival de ter recrutado pessoas dentro do Exército marfinense para cometer "assassinatos" e "estupros" contra seus seguidores.

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