Decisão foi uma retaliação ao fato de a França reconhecer Alassane Ouattare, rival de Laurent Gbagbo, como presidente legítimo

O governo de Laurent Gbagbo, presidente da Costa do Marfim que se nega a deixar o poder, descredenciou o embaixador francês no país neste sábado, informou à AFP o porta-voz do governo, após o reconhecimento pela França de seu adversário, Alassane Ouattara, como presidente legítimo.

"Encerramos o credenciamento do embaixador da França na Costa do Marfim. Agra é considerado um desempregado, um cidadão francês comum, que para nós não é mais um interlocutor" válido, disse à AFP Ahoua Don Mello, porta-voz do governo de Gbagbo, destacando que a decisão foi tomada neste sábado.

O ex-embaixador da França na Costa do Marfim, Jean-Marc Simon, de 63 anos, havia apresentado suas credenciais ao presidente Gbagbo em 7 de julho de 2009. "A declaração de Laurent Gbagbo sobre o embaixador da França, Jean-Marc Simon, é considerada pela República Francesa como nula, sem valor e desprovida de qualquer efeito jurídico", reagiu, em Paris, o ministério francês das Relações Exteriores em um comunicado.

Ahoua Don Mello afirmou, por outro lado, que o governo marfinense recebeu "uma nota verbal do ministério ( francês ) das Relações Exteriores na qual se destaca que credenciaram Ali Coulibaly como embaixador da Costa do Marfim na França", em alusão ao novo embaixador marfinense em Paris, nomeado por Ouattara, que foi reconhecido presidente legítimo pela comunidade internacional. O governo Gbagbo já havia expulsado no começo de janeiro os embaixadores britânico e canadense.

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