Costa Concordia: Itália tem audiência preliminar sobre naufrágio

Evidências sobre acidente com 25 mortos e sete desaparecidos são entregues à justiça, e painel levará meses para avaliá-las

iG São Paulo |

Informações importantes sobre o naufrágio em 13 de janeiro do navio italiano Costa Concordia foram entregues neste sábado a um painel de especialistas durante uma audiência pré-julgamento na Itália. Os especialistas nomeados pela corte agora passarão vários meses examinando as evidências. O naufrágio deixou 25 mortos e sete desaparecidos.

Infográfico: Saiba o que aconteceu com o Costa Concordia

AP
Pessoas se reúnem do lado de fora do Teatro Moderno de Grosseto, no centro da Itália, para a audiência preliminar sobre o naufrágio do Costa Concordia
Saiba mais: Veja comparação entre o naufrágio do Costa Concordia e do Titanic

De acordo com o promotor Francesco Verusio, será necessário de um a três meses para que se chegue às conclusões sobre o caso, incluindo as retiradas das conversas gravadas na sala de comando. Como cerca de 800 pessoas estavam determinadas a comparecer à sessão, incluindo advogados, promotores e testemunhas, a audiência a portas fechadas foi realizada no Teatro Moderno de Grosseto em vez de em uma sala judicial.

A audiência não contou com a presença do principal acusado, o capitão Francesco Schettino , que responde pelas acusações de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono de embarcação. Segundo seu advogado, Schettino - apelidado de "capitão covarde" - teme por sua segurança.

Uma sobrevivente presente, Francesca Bertaglia, não escondia sua revolta em relação ao capitão. "É um imbecil, e também um criminoso." Além de Schettino, a promotoria de Grosseto também investiga os oficiais Ciro Ambrosio, Andrea Bongiovanni, Roberto Bosio, Silvia Coronica e Salvatore Ursino.

Também são investigados os três dirigentes da Costa Cruzeiros, operadora do Costa Concordia: o vice-presidente executivo de operações da frota, Manfred Ursprunger, o chefe da Unidade de Crise, Roberto Ferrarini, e o superintendente da frota do navio, Paolo Parodi, que são suspeitos de homicídio culposo, naufrágio e omissão na comunicação às autoridades marítimas.

O Costa Concordia naufragou em 13 de janeiro quando viajava com 4.229 pessoas a bordo - incluindo 3,2 mil turistas de 60 nacionalidades diferentes e 1 mil membros da tripulação - em águas da ilha italiana de Giglio, na Toscana.

A companhia Costa Cruzeiro admitiu que o naufrágio aconteceu depois de Schettino, atualmente em prisão domiciliar, ter-se aproximado da costa da ilha, ignorando a rota pré-estabelecida. Ao aproximar-se, ele bateu em rochas submersas e posteriormente encalhou.

Seis semanas depois do acidente com o Costa Concordia, a operadora do navio voltou a virar notícia depois que um incêndio atingiu a sala de geradores do Costa Allegra , deixando o cruzeiro sem luz e à deriva no Oceano Índico. A embarcação chegou às Ilhas Seychelles na quinta-feira , sem feridos.

*Com AP, EFE e AFP

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