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Cosmonautas russos iniciam caminhada espacial para examinar nave Soyuz

Moscou, 10 jul (EFE).- Os tripulantes russos da Estação Espacial Internacional (ISS) iniciaram hoje, com quase uma hora de atraso, uma caminhada para examinar o módulo de descida da nave Soyuz TMA-12, acoplada na plataforma orbital.

EFE |

Os cosmonautas Sergey Volkov e Oleg Kononenko abriram a escotilha e saíram ao espaço às 15h56 (de Brasília), para uma missão que durará aproximadamente seis horas, segundo informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia (CCVE) à agência "Itar-Tass".

O terceiro tripulante da ISS, o americano Greg Chamitoff, supervisiona o trabalho de seus companheiros de dentro da nave "Soyuz", e, em caso de qualquer imprevisto, estará pronto para recolher os russos e retornar à Terra.

A caminhada deveria ter começado às 15h12 (em Brasília), mas se atrasou por causa da Nasa, que, segundo o CCVE, não assegurou a comunicação da ISS com a Rússia, que corre a cargo da agência espacial americana quando a estação está fora do alcance dos meios técnicos russos.

A agência espacial russa, Roscosmos, explicou que o objetivo da saída ao exterior é examinar o estado dos mecanismos de separação do módulo de descida, que anteriormente apresentaram problemas em duas ocasiões.

"A principal missão desta saída é revisar e abrir mecanicamente um dos cinco fechamentos que unem o módulo de descida com o compartimento de equipamentos da 'Soyuz'", disse às agências o porta-voz da Roscosmos, Aleksandr Vorobiov.

O programa russo de vôo não incluía esta saída ao espaço, que a Roscosmos estabeleceu depois que dois módulos de descida da "Soyuz", em outubro de 2007 e abril deste ano, voltaram à Terra em regime de queda livre, com as conseqüentes sobrecargas para os tripulantes.

A "Soyuz TMA-11", na qual, em 19 de abril, retornaram da ISS o astronauta russo Yuri Malenchenko, sua colega da Nasa Peggy Whitson e a primeira astronauta sul-coreana Yi So-yeon, aterrissou a 420 quilômetros do local previsto.

Devido à queda livre, ou trajetória balística, os tripulantes da nave tiveram que suportar sobrecargas de entre 8 e 9g (aceleração da gravidade), frente aos 3 ou 4 freqüentes em uma descida normal, e a sul-coreana precisou ser hospitalizada dias mais tarde por dores nas costas.

Uma fonte da indústria espacial russa declarou, após o incidente, que os tripulantes da "Soyuz" "se salvaram por milagre".

Uma comissão estabeleceu que a causa das descidas descontroladas foi a ativação errada de um dos eixos cilíndricos que separam o módulo de retorno, onde se encontram os tripulantes, do resto da nave "Soyuz" quando o primeiro entra nas camadas densas da atmosfera.

O sistema de separação conta com cinco fechamentos, cada um dotado de um eixo cilíndrico.

A tarefa de Volkov e Kononenko é extrair um desses eixos para trazê-lo à Terra, onde será examinado pelos especialistas, enquanto a operação de volta da "Soyuz" será realizada com os quatro restantes, segundo a Roscosmos.

O CCVE ressaltou que esta é a primeira caminhada dos dois austronautas russos, e que a missão se complica pelo fato de que nunca fizeram ensaios na Terra.

Caso tudo ande bem e haja tempo, os astronautas instalarão ainda no porto do módulo russo Zvesda um referente para o acoplamento de um pequeno aparelho de pesquisa que previsivelmente será enviado à plataforma orbital em 2009. EFE si/gs/db

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