Corte Suprema espanhola absolve 14 dos 20 condenados por planejarem atentados

Madri, 7 out (EFE).- A Corte Suprema da Espanha absolveu hoje 14 dos 20 condenados por planejarem atentados terroristas em Madri, ataques que teriam como alvos instalações com a sede do próprio Supremo e da Audiência Nacional.

EFE |

A sentença do Tribunal Supremo diminuiu de 9 para 2 anos a pena de prisão imposta a outro dos julgados.

O alto tribunal lhes absolve do crime de pertencimento a grupo terrorista pelo qual foram condenados a penas de sete e onze anos de prisão e confirma as penas que a Audiência Nacional impôs a outros seis processados, entre eles Abderrahmane Tahiri, mais conhecido como "Mohammed Achraf".

Este último é considerado o "emir" de uma célula terrorista criada por ele mesmo na prisão de Topas, na província espanhola de Salamanca.

Algum dos absolvidos poderia permanecer na prisão no caso de ter outra causa pendente, informam fontes jurídicas.

A Corte Suprema mantém as penas de 5 a 14 anos de prisão por crime de pertencimento a organização terrorista para Achraf (14 anos), Said Afif (10 anos), Kamara Birahima (7 anos), Siah Mokatar (9 anos), Mourad Yala (7 anos e outros 2 por uso de documentos falsos) e Ziani Mahdi (5 anos).

A Audiência Nacional os condenou por integração em organização terrorista, mas, ao contrário do que afirmava a Promotoria, não considerou provado que conspirassem para realizar atentado contra este tribunal com um caminhão carregado de explosivos, apesar de que ficou credenciado que Achraf planejava o atentado e fez negociações para obter os explosivos.

Os absolvidos são: Dibali Abdellah, Mustafa Farjani, Abdelkrim Bensmail, Djamel Merabet, Taoufik Edebdoubi, Mohammed Árabe, Mokhatar Siah, Mohammed Boukiri, Madjid Mchamacha, Madjid Sahouane, Djamel Sediki, Salah Zelmat, Abdulla Baannou e Mouad Douas.

Além disso, o alto tribunal diminuiu de 9 anos para 2 a pena imposta a Redha Cherif, que o absolve de pertencer a um grupo terrorista, mas mantém contra ele a condenação de 2 anos de prisão por um crime de uso de documentos falsos. EFE nac/fal

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