Corte Suprema abre investigação preliminar contra procurador-geral da Colômbia

Bogotá - A Corte Suprema de Justiça (CSJ) da Colômbia abriu investigação preliminar contra o procurador-geral do país, Alejandro Ordóñez, por supostas irregularidades que terminaram com a absolvição de dois ministros que teriam oferecido propinas a congressistas para permitir a reeleição de Uribe em 2006.

EFE |

A investigação da Corte se baseia em uma queixa do representante Germán Navas, do esquerdista Polo Democrático Alternativo (PDA), que assegura que Ordóñez, ao assumir o cargo contava com elementos suficientes para incriminar o atual ministro da Proteção Social, Diego Palacio e o então ministro do Interior e Justiça, Sabas Pretelt da Vega.

Palacio e Pretelt, este último atualmente embaixador da Colômbia na Itália, eram acusados de oferecer propinas a congressistas para que mudassem seu voto e permitissem a reeleição do presidente colombiano Álvaro Uribe no pleito de 2006.

Navas assegura que o então procurador Edgardo Maya tinha deixado um projeto de decisão disciplinar que apontava que tanto Palacio e Pretelt deveriam ser cassados e inabilitados para exercer cargos públicos.

Meios de comunicação locais asseguraram que após informar-se da abertura de investigação, Ordóñez manifestou que estava atento a "dar as explicações do caso".

Em março passado, a Procuradoria absolveu Palacio e a Pretelt, ao considerar que não havia provas contra os investigados.

A investigação preliminar acontece depois que Ordóñez manifestou sua oposição perante as decisões tomadas pela corte em vários assuntos.

Inicialmente o chefe do Ministério Público disse que apresentaria um recurso de amparo à Corte pela decisão de entrevistar ex-chefes paramilitares colombianos extraditados aos Estados Unidos, sem a presença de delegados da Procuradoria.

Posteriormente, questionou à Corte porque reassumiu os processos de congressistas que tinham renunciado a seu privilégio ao ser investigados por supostos vínculos com grupos paramilitares.

A mais recente manifestação de desacordo de Ordóñez com a Corte se deu pelo fato de que o Supremo disse que o termo enviado pelo presidente Uribe e de que se deve escolher ao Procurador-geral da Nação, "era inviável".

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