Corte revisa testamento de Jackson e aumenta expectativa por funeral

Uma corte de Los Angeles revisará nesta segunda-feira o patrimônio deixado pelo testamento de Michael Jackson, cujo funeral permanece como um grande mistério, que deve ser assistido por centenas de milhõess de pessoas, ao vivo e pela TV, na terça-feira.

AFP |

Na semana passada, a mãe de Michael Jackson, Katherine, foi designada administradora temporária dos bens do filho, um legado que inclui os direitos das canções dos Beatles, um patrimônio milionário do rei do pop.

Nesta segunda-feira, o juiz Mitchell Beckloff da Suprema Corte de Los Angeles examinará o testamento em uma audiência pública, onde serão abordados apenas os aspectos patrimoniais da herança do cantor, que atribuiu a guarda dos três filhos à mãe e designou como tutora alternativa a cantora Diana Ross, que era sua amiga.

O testamento de Jackson tem data de 7 de julho de 2002 e deixa os bens ao Fundo da Família Michael Jackson ("Michael Jackson Family Trust").

O testamento não precisa a composição nem os membros do fundo, mas a imprensa destaca que 40% ficaria para a mãe, 40% para os filhos e 20% para obras de caridade.

Documentos adicionais anexados ao testamento calculam a fortuna de Jackson em mais de 500 milhões de dólares, apesar das informações publicadas antes da morte de que o cantor estava muito endividado.

O documento não faz nenhuma menção ao pai do ídolo pop, Joe Jackson, com quem Michal sempre teve uma relação difícil.

O testamento também confirma que não deixou nada para a ex-esposa Debbie Rowe, mãe biológica dos filhos mais velhos do cantor "Thriller", Prince Michael, de 12 anos, e Paris, de 11.

Após dez dias do falecimento, persistem as especulações sobre onde o corpo de Jackson será enterrado.

Segundo vários jornais americanos, Jackson será sepultado em um cemitério de Los Angeles antes do funeral aberto ao público, na terça-feira, no estádio Staples Center de Los Angeles, a partir das 10H00 locais (14H00 Brasília).

Mais de 1,6 milhão de pessoas se inscreveram para o sorteio que entregará ingressos para a cerimônia fúnebre.

Os organizadores da despedida do "rei do pop" distribuirão 17.500 ingressos, sendo 11 mil para a cerimônia no estádio Staples Center e os demais para o Nokia Theatre, onde o evento será exibido em telões.

Embora não tenham sido dados detalhes de como será a cerimônia, os organizadores informaram que o evento, de 90 minutos, será uma celebração à vida do "rei do pop". O Staples Center pertence ao grupo AEG, organizador dos 50 concertos que Michael Jackson realizaria em Londres a partir de 13 de julho.

Para evitar distúrbios, não haverá cortejo fúnebre e a não haverá telões no entorno do Staples Center transmitindo a cerimônia.

Temendo que o centro de Los Angeles seja invadido por fãs de Jackson, que vendeu 750 milhões de discos durante mais de 40 anos de carreira, as autoridades estão pedindo às pessoas que acompanhem o funeral pela TV.

Os organizadores informaram que a transmissão da cerimônia estará à disposição de todas as emissoras americanas e estrangeiras interessadas.

A polícia vai mobilizar 1.400 agentes para o funeral e planeja bloquear várias ruas em torno do Staples Center.

Sobre as causas da morte, as autoridades ampliaram no domingo as investigações, após terem encontrado na residência do astro pop um forte sedativo.

Uma fonte policial disse ao jornal Los Angeles Times que o Propofol, um forte sedativo utilizado para anestesia geral, foi encontrado na casa em Bel-Air onde o cantor morreu, de parada cardíaca, aos 50 anos.

A investigação da polícia de Los Angeles e da agência federal antidrogas (DEA) se concentra na possibilidade de Jackson ter abusado de medicamentos prescritos, e envolve "ao menos cinco médicos".

pb/fp/LR

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