Corte da UE se interessa por massacre de poloneses na Segunda Guerra Mundial

Varsóvia, 29 out (EFE).- O Tribunal Europeu de Direitos Humanos pediu que a Rússia atenda às exigências de dois cidadãos poloneses pelo assassinato de seus familiares no massacre de Katyn, durante a Segunda Guerra Mundial, o que pode ser um primeiro passo da revisão da matança por instâncias internacionais.

EFE |

O jornal "Gazeta Wyborcza" informa hoje sobre a decisão da corte e destaca que, para os denunciantes, que há anos lutam na Justiça da Rússia sem sucesso, o fato de o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo (França), aceitar suas queixas já é uma vitória sem precedentes.

"Caso seja reconhecido que a Rússia violou a Convenção de Direitos Humanos, será um precedente importante que permitirá à Polônia desenvolver suas investigações sobre o que aconteceu em Katyn", declarou ao jornal o professor Zbigniew Holda, um dos principais estudiosos do massacre cometido durante a Segunda Guerra Mundial nas florestas de Katyn, na atual Ucrânia.

Para Holda, uma autorização de Estrasburgo permitiria às famílias dos assassinados ter acesso aos documentos sigilosos e poder apresentar estas evidências à Promotoria.

Após a invasão da Polônia pela Alemanha nazista e a União Soviética, em 1939, cerca de 22 mil oficiais poloneses prisioneiros foram assassinados em Katyn por ordem de Josef Stálin, com o objetivo de garantir a completa submissão da Polônia, já que a maioria destes militares também era de intelectuais e profissionais qualificados.

Durante anos, as autoridades soviéticas culparam o Exército nazista por este crime, mas apenas Mikhail Gorbachov reconheceu que o massacre foi cometido por soldados da URSS.

Recentemente, o cineasta polonês Andrzej Wajda, cujo pai foi um dos mortos em Katyn, levou este acontecimento ao cinema em um filme que concorreu ao Oscar na última edição do prêmio. EFE nt/wr/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG