Corte da ONU irá analisar denúncia da Geórgia contra Rússia

AMSTERDÃ (Reuters) - A maior corte da ONU informou na quarta-feira que fará audiências públicas entre os dias 8 e 10 de setembro para analisar o pedido da Geórgia, que alegou que a Rússia violou os direitos humanos de pessoas com etnia georgiana. Na terça-feira, a Geórgia entrou com uma ação na Corte Internacional de Justiça de Haia (CIJ), que investiga conflitos entre nações, acusando a Rússia de limpeza étnica nas províncias de Ossétia do sul e Abkházia.

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A corte afirmou em um comunicado na sexta-feira que o foco das audiências será o pedido georgiano de 'indicação de medidas provisórias', e que irá ouvir representantes de ambos os lados.

Os casos apresentados à corte costumam demorar anos para terminar, mas, se uma das partes pedir uma indicação de medidas provisórias, os juízes da corte podem dar uma ordem provisória.

Em sua ação, a Geórgia acusa a Rússia de violar uma convenção antidiscriminação em três intervenções na Ossétia do Sul e na Abkházia, desde 1990 até agosto de 2008.

O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, disse na sexta-feira que assinou um acordo de cessar-fogo que encerra as hostilidades entre os dois países em função da região separatista de Ossétia do Sul.

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, pediu à Rússia que retire todas as suas tropas do território georgiano, mas uma testemunha Reuters disse ter visto um comboio militar avançando a 55 km de distância da capital georgiana, Tbilisi.

As forças armadas russas ocuparam partes da Geórgia desde que começaram a conter um ataque georgiano ao pequeno território separatista e pró-Rússia Ossétia do Sul, na semana passada. A Ossétia do Sul deixou de ser controlada por Tbilisi nos anos 1990.

(Por Catherine Hornby)

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