Corte da Alemanha diz que escola pode proibir aluno de rezar

Juiz diz que decisão de restringir liberdade religiosa pode ser tomada se for necessária para 'manter a paz'

iG São Paulo |

O mais alto tribunal administrativo da Alemanha decidiu nesta quarta-feira que as escolas do país podem impedir um aluno de rezar se isso for necessário para impedir conflitos.

A decisão encerrou uma batalha judicial de quatro anos do jovem Yunus Mitschele, 18 anos, que entrou na justiça após um professor lhe dizer que não podia rezar na escola.

Na ocasião, Yunus e vários outros estudantes ajoelharam em um corredor durante um intervalo de aulas para rezar. Ele é estudante de uma escola na região de Wedding, onde conflitos já aconteceram por causa de rituais de oração muçulmanos.

De acordo com o juiz Werner Neumann, da Corte Administrativa Federal, a escola de Wedding não teria capacidade de lidar com os confrontos que poderiam ser provocados por atos religiosos. Não haveria, por exemplo, como o colégio criar uma sala de orações.

Neumann afirmou, porém, que a decisão da Corte não significa que nenhum estudante pode rezar e sim que o julgamento deve ser feito caso a caso. “As escolas devem decidir se é realmente necessário restringir as liberdade políticas para manter a paz”, disse.

Com BBC

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