Corte condena grampos feitos pela Inteligência colombiana em opositores

Bogotá - A Suprema Corte de Justiça (CSJ) da Colômbia condenou hoje as escutas telefônicas e o grampo do qual foram vítimas os magistrados desse tribunal por parte do serviço estadual de inteligência, e exigiu um resultado rápido das investigações.

EFE |

O presidente da CSJ, Francisco Javier Ricaurte, assegurou que as denúncias reveladas sobre a espionagem contra várias personalidades colombianas, em sua maioria da oposição, confirma as "reiteradas denúncias" feitas pela corte no último ano.

"Tais comportamentos puníveis constituem uma degradação do Estado de Direito e um leve atentado contra a democracia e a liberdade de opinião", disse o magistrado.

A CSJ condenou "categoricamente" essas ações e as qualificou de "criminosas", ao destacar que a espionagem a magistrados restringe a independência do tribunal, entorpece o cumprimento de suas funções constitucionais, viola a livre expressão e o exercício dos direitos fundamentais dos colombianos.

Além disso, pediu ao procurador-geral, Mario Iguarán, "resultados com a maior rapidez" sobre os autores e participantes dos grampos telefônicos e intercepção de e-mails de opositores, jornalistas, magistrados, membros do Governo e das Forças Armadas.

Hoje, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, negou ter ordenado a espionagem telefônica de personalidades por parte do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), e sugeriu uma reforma da instituição, por considerar que o escândalo põe em perigo a segurança do Estado.

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