Corte antiterrorista acusa líder talibã do assassinato de Bhutto

Islamabad, 21 jun (EFE).- O tribunal antiterrorista de Rawalpindi acusou hoje como principal suspeito do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto o líder talibã Baitulah Meshud e outros cinco cúmplices.

EFE |

A corte, que já tinha declarado Meshud, Qari Ismail, Ikram Ullah, Abaadur Rehamn e Qari Fayiz "delinqüentes" por terem se negado a comparecer perante a Justiça, também ordenou o congelamento de seus bens, informou a agência estatal "APP".

Enquanto isto, as outras cinco pessoas acusadas até agora pelo assassinato da ex-líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) e que permanecem detidas voltaram a comparecer perante a corte antiterrorista de Rawalpindi, que marcou para 14 de julho a próxima audiência sobre o caso.

Os cinco suspeitos, que continuam em prisão preventiva, chegaram ao tribunal com estritas medidas de segurança, segundo a "APP".

Os detidos são Abdur Rashid Purabi, Hasnain Gül, seu primo Rafaqat, Sher Zaman e Aitzaz Shah, este último um adolescente de 15 anos que supostamente recebeu treinamento para cometer ataques suicidas.

A Corte decidiu que Shah deverá responder perante a Justiça juvenil por ser menor de idade.

Bhutto morreu em 27 de dezembro em Rawalpindi após bater a cabeça por causa da forte explosão de uma bomba detonada por um terrorista suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e da equipe da Scotland Yard que ajudou a esclarecer o assassinato.

Um dos acusados, identificado como Bilal, foi quem supostamente disparou contra Bhutto e detonou os explosivos que carregava, enquanto Ullah estava pronto para agir caso a ex-primeira-ministra saísse pela outra porta do carro.

Ullah fugiu de Rawalpindi na manhã seguinte.

Antes das eleições de 18 de fevereiro, o Governo paquistanês atribuiu o atentado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, e a insurgência talibã vinculou alguns dos detidos com Meshud, que lançou uma ordem de captura contra ele em março.

Recentemente, o novo Parlamento paquistanês apresentou uma solicitação à ONU para estabelecer uma comissão de investigação sobre a morte de Bhutto. EFE igb/wr/fal

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