Berlim, 7 jan (EFE).- A Corte Suprema da Alemanha (BGH) ordenou hoje a repetição do julgamento de um policial que havia sido absolvido pela morte de um refugiado de Serra Leoa, que morreu queimado no incêndio de uma cela da delegacia de Dessau, no leste do país.

Os juízes do BGH entenderam que a sentença de 2008 dada por um tribunal de Dessau-Rosslau tinha muitos erros e ordenaram a repetição do processo, desta vez diante da Audiência de Magdeburgo, para esclarecer completamente o ocorrido.

Na sentença anterior, os juízes absolveram um policial de 47 anos da acusação de lesões graves seguida de morte ocorrida há cinco anos a Oury Jalloh, de 23 anos, um asilado político.

Apesar de o jovem estar amarrado à cama da cela, os juízes da instância anterior afirmaram que o refugiado de Serra Leoa tinha sido capaz de atear fogo ao colchão, dando início ao incêndio e causando a sua morte.

Aparentemente, o policial responsável pela custódia foi omisso e desativou várias vezes o alarme de incêndio e quando foi à cela do refugiado, o mesmo já tinha morrido.

Os juízes da Corte Suprema declararam hoje que os fatos não podem ter ocorrido como consta na sentença anterior.

Além disso, destacaram que, embora durante o anúncio verbal da primeira sentença tenha havido denúncias de falsos testemunhos por parte de agentes, essa informação não faz parte do texto final. EFE jcb/dm

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