Corte adia audiência sobre caso em que Polanski é acusado de abusar de menor

Los Angeles (EUA.), 21 jan (EFE).

EFE |

- Uma corte de apelações de Los Angeles aceitou o pedido de adiamento da audiência oral que tinha que ser realizada hoje para rejeitar as acusações contra o cineasta Roman Polanski em um caso de abuso sexual à menor.

A suspensão temporária do processo foi pedida pelos advogados de Polanski por entender que os membros da Corte Superior de Los Angeles não seriam neutros na hora de julgar seu cliente, informaram fontes oficiais.

Em março de 1977, o diretor foi detido acusado de drogar e violentar uma modelo de 13 anos na casa do ator Jack Nicholson, protagonista de "Chinatown", dirigido pelo cineasta três anos antes.

O Superior Tribunal de Los Angeles tinha marcado para esta quarta-feira uma audiência oral na qual solicitava a presença de Polanski para falar sobre uma possível suspensão do caso.

As acusações de imparcialidade em relação ao processo contra Polanski serão analisadas pela Promotoria, que precisará se pronunciar antes de 30 de janeiro.

Em 2 de dezembro, a defesa do cineasta, que recebeu um Oscar de melhor direção por "O Pianista" (2002), apresentou um pedido de desestimação da denúncia por estupro contra Polanski.

Os advogados apoiaram a requisição na atitude judicial exposta no recente documentário sobre a vida de Polanski, "Roman Polanski: Wanted and Desired" (2008), no qual, afirmaram, fica evidente uma falta de profissionalismo dos envolvidos no caso, que acabou distorcendo o processo legal.

"A estreia do documentário revelou um padrão de conduta errôneo e comunicações inapropriadas entre a Corte Suprema e o promotor do distrito, o que é contrário à lei, e inconsciente do defendido ou do seu conselheiro", cita a nota de imprensa emitida pelo gabinete de advogados de Polanski.

O diretor, que mora na França, de onde não pode ser extraditado, fugiu dos Estados Unidos em fevereiro de 1978 enquanto estava em liberdade após pagar uma fiança, diante do temor de ir à prisão.

Polanski, de 75 anos, admitiu ter mantido relações sexuais com Samantha Gaimer quando a jovem tinha 13 anos.

A família da vítima rejeitou pedir a prisão do diretor e só quis que ele reconhecesse o erro e entrasse em uma reabilitação.

O juiz nunca emitiu uma sentença por este caso, que poderia ter custado a Polanski até 50 anos de prisão.

Polanski, atualmente foragido da Justiça americana, sofreu em sua infância a perseguição dos nazistas na Polônia e, durante sua vida como cineasta, dirigiu filmes como "O Bebê de Rosemary" (1968) ou "Chinatown" (1974). EFE fmx/db

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