PEQUIM (Reuters) - A corrupção e a falta de fiscalização das construções podem ter sido fatores importantes no desabamento de prédios no terremoto desta semana na China, o pior em três décadas, disse um especialista na quarta-feira. O abalo de magnitude 7,9, na segunda-feira, destruiu fábricas, casas, escolas e hospitais em toda a província de Sichuan (sudoeste), matando quase 15 mil pessoas. O saldo ainda deve subir, pois há milhares de soterrados.

'A fiscalização custa dinheiro, e autoridades locais em muitos níveis são envolvidas', disse à Reuters Ashley Howlett, sócio de Jones Day, diretor da construtora Greater China.

'Há muita corrupção', comentou Howlett, que trabalha com todos os aspectos dos projetos e obras e é autor de um livro sobre as leis da construção civil na China.

'Os códigos construtivos da China são muito claros. Se um terremoto semelhante ocorresse perto de Pequim, não acho que veríamos esse tipo de dano.'

Recentes casos de contaminação de alimentos e outros produtos despertaram queixas semelhantes a respeito da falta de fiscalização e da corrupção nesses setores.

(Reportagem de Kirby Chien)

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