Corrida democrata vai até junho, diz assessor de Hillary

Por Chris Baltimore CHARLESTON, Estados Unidos (Reuters) - A candidata democrata Hillary Clinton pode desistir em favor de Barack Obama, mas só depois das últimas primárias, no começo de junho, disse um assessor dela na quinta-feira.

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Terry McAuliffe, chefe do comitê eleitoral, afirmou que Hillary e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, vão apoiar plenamente Obama se ele conquistar o direito de enfrentar o republicano John McCain na eleição de novembro.

Mas, para McCauliffe, Hillary não tem por que parar a campanha, mesmo em desvantagem, antes de 3 de junho, quando termina a temporada de eleições primárias. Ainda faltam seis Estados.

'Ela pode ganhar os Estados dos quais precisamos na eleição geral. Por que Hillary Clinton -- até que haja um indicado com o número necessário de delegados -- deveria sair?', argumentou McAuliffe no programa 'Today', da NBC.

'Vai acabar no começo de junho. Todos nós dissemos que estaremos juntos no final. Se Hillary não ganhar, Hillary, o presidente Clinton, eu mesmo, estaremos lá ajudando o senador Obama.'

Faltando eleger apenas 217 delegados nas seis disputas finais, Hillary não tem chances reais de superar Obama no número de delegados escolhidos (que são obrigados a votar no candidato que representam). A vitória esmagadora de Obama na Carolina do Norte e a derrota dele por pequena margem em Indiana, na terça-feira, parecem ter acabado de vez com as chances da senadora.

O presidente nacional do partido, Howard Dean, também prevê que a disputa acabará só em junho. 'Os delegados não comprometidos precisam dizer com quem estão até o final de junho, então vamos saber quem será o nosso indicado no final de junho.'

Clinton na quinta-feira viajou para a Virginia Ocidental, próximo Estado a votar, e disse que esta não é a primeira vez que a dão por derrotada. 'É um déja vu de novo', disse ela, referindo-se aos apelos que ouviu para que renunciasse até a expressiva vitória de abril na Pensilvânia.

'Teve gente que disse que precisávamos acabar com isso antes que chegássemos à Virgínia Ocidental. Bem, eu não acho', disse a candidata num comício em Charleston. O Estado vota na terça-feira que vem.

Uma contagem da MSNBC mostra Obama com 1.850 delegados, a apenas 175 da maioria absoluta e com 150 a mais que a rival.

Mesmo vencendo a votação popular, Obama também precisará da ajuda dos chamados 'superdelegados', cerca de 800 dirigentes partidários e ocupantes de cargos eletivos, que não precisam seguir as urnas. Ainda há cerca de 250 deles não comprometidos.

(Reportagem adicional de Steve Holland, David Alexander, Richard Cowan, Thomas Ferraro e Kevin Drawbaugh)

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