Corretor é acusado de manter esquema fraudulento por 30 anos nos EUA

Nova York, 8 set (EFE).- Um corretor nova-iorquino foi detido e acusado de manter um esquema fraudulento durante 30 anos, com o qual atraiu mais de US$ 40 milhões de pelo menos 800 investidores, informou hoje a Procuradoria federal no Brooklyn, em Nova York.

EFE |

O acusado, Philip Barry, começou a captar fundos no final da década dos 70 por meio de sua empresa, Leverage Group, e assegurava aos clientes que os investiria em opções sobre ações.

Barry afirmava que o investimento era seguro, que tinha grande rentabilidade e que seus clientes poderiam retirar com facilidade o capital fornecido.

Em 2006, o corretor informou aos investidores que as atividades de investimento do Leverage Group tinham gerado uma rentabilidade anual de entre 12,55% e 21% desde 1979.

As autoridades alegam que, na realidade, Barry operava um esquema de pirâmide, por meio do qual pagava os juros prometidos a seus clientes com os novos fundos depositados por outros investidores, em vez de fazê-lo com o lucro que deveria ter sido obtido por suas supostas operações.

A Procuradoria acrescentou que o corretor mentiu para seus clientes quanto ao objetivo dos investimentos, pois deixou de investir em opções sobre ações e adquiriu propriedades imobiliárias no estado de Nova York.

Além disso, enganou seus clientes sobre a rentabilidade obtida, assim como ao assegurar que seus depósitos estavam protegidos pela SIPC, entidade que protege os investidores nos EUA quando uma corretora é fechada por problemas de ordem financeira.

Segundo a Procuradoria, Barry sempre dissuadia os investidores que queriam retirar seu capital ou atrasava os pagamentos com variadas desculpas. Nas poucas ocasiões em que pagou clientes, os cheques que passava eram devolvidos por falta de fundos.

A Procuradoria também informa que, embora muitos investidores tenham conseguido retirar total ou parcialmente seus fundos, muitos outros sofreram grandes perdas.

O órgão calcula que os balanços das contas dos clientes do Leverage Group somavam mais de US$ 45 milhões, um número muito superior aos ativos que a empresa possui.

Caso Barry seja considerado culpado pelo crime de fraude em transações de ações, pode ser condenado a até 20 anos de prisão. EFE vm/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG