(Corrige número de casos confirmados pelo CDC no México de 84 para 7 no 9o parágrafo) Por Alistair Bell

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México manifestou na sexta-feira esperança de que esteja controlando o surto da nova gripe que já matou até 176 pessoas no país, paralisou a economia e ameaça provocar uma pandemia.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA disse que a epidemia mexicana do vírus H1N1 pode não ser tão grave quanto pareceu inicialmente, citando muitos casos brandos que não foram imediatamente notificados.

Em todo o mundo 14 países já confirmaram casos, sendo Dinamarca, Hong Kong e França os mais recentes. Fora do México, no entanto, quase todos são brandos, sem exigir internação.

O prefeito da capital mexicana, Marcelo Ebrard, disse que as campanhas emergenciais contra o vírus estão surtindo resultados. Por orientação do governo, órgãos públicos e muitas empresas pararam durante cinco dias a partir de sexta-feira.

"Indivíduos e famílias têm levado as medidas muito a sério (o que) nos levou a uma situação em que os números estão melhorando a cada dia. Não estou dizendo para baixarmos a guarda, estou lhes dizendo para que saibam onde estamos", disse Ebrard.

Na quinta-feira, os hospitais públicos mexicanos receberam 46 novos casos, bem menos que os 212 de 20 de abril.

Em Hong Kong, as autoridades isolaram um hotel onde estava hospedado um mexicano de 25 anos que adoeceu.

Nos EUA, país com maior número de vítimas além do México, o número de casos subiu para 143, em 20 Estados, depois do surgimento de dois novos casos na Flórida.

O CDC disse em um novo relatório na sexta-feira que 7 das 176 mortes suspeitas já foram confirmadas como vítimas do H1N1. Fora do México, a única morte foi de um bebê mexicano que estava em visita ao Texas.

Um especialista da Organização Mundial da Saúde disse que sem dúvida será possível preparar uma vacina eficaz contra o vírus num período razoavelmente curto.

MÉXICO PARA

Grande parte do México ficará parada até quarta-feira que vem como parte do combate à doença. Muitos órgãos públicos, fábricas, montadoras de automóveis e escritórios dispensaram seus funcionários, seguindo a ordem do presidente Felipe Calderón, aproveitando a série de dois feriados, nos dias 1o e 5 de maio.

Muita gente decidiu ficar em casa no feriadão. Na última semana, a população se acostumou a usar máscaras, evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência. A estabilização do número de mortes parece estar tranqüilizando os mexicanos.

"Quando anunciaram o vírus foi um golpe. Vamos continuar tomando precauções, mas em sinto um pouco menos preocupada agora, embora ainda haja incerteza", disse Jessica Santiago, 29 anos, que passeava com seu cão pelo deserto parque Chapultepec.

Os especialistas ainda tentam entender por que as mortes se concentram no México. Uma hipótese apresentada pelo CDC na sexta-feira é que, havendo muitos casos no país, a maioria das infecções brandas acabou não sendo relatada.

(Reportagem adicional de Jason Lange, Helen Popper, Lewis Krauskopf, Karen Jacobs, Maggie Fox e Donny Kwok)

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