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Correa soube de reunião de ex-ministro com Raúl Reyes após bombardeio

Quito, 8 mar (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que soube da reunião de seu ex-ministro de Segurança Interna e Externa, Gustavo Larrea, com o falecido dirigente da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes depois do bombardeio colombiano na localidade equatoriana de Angostura, em 1º de março de 2008.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Comercio", Correa afirma que, antes de manter a reunião, Larrea só lhe informou que se encontraria com membros das Farc, sem especificar nomes.

"Gustavo nunca me disse que foi com Raúl Reyes com quem se reuniu. Afirmou que teria contatos com as Farc. Quando aconteceu o (bombardeio) de Angostura, ele me disse que mataram Raúl Reyes, com quem tinha dialogado", disse Correa.

Larrea não revelou o lugar da reunião com Reyes para discutir a libertação de reféns.

Em 1º de março, militares colombianos bombardearam um acampamento clandestino que as Farc tinham instalado em Angostura, e o Governo de Quito rompeu relações diplomáticas, ainda não restabelecidas, ao considerar que houve uma violação da soberania territorial.

Nesse bombardeio, cerca de 26 pessoas morreram, entre elas Raúl Reyes, porta-voz internacional das Farc.

Correa criticou que certo setor da imprensa pretenda vincular sua Administração com as Farc e o narcotráfico, após a informação de que o ex-subsecretário de Governo durante três meses em 2007, José Chauvín, era amigo dos irmãos Ostaiza, que supostamente traficavam droga de propriedade da guerrilha colombiana.

Acrescentou que Chauvín era investigado desde junho do ano passado por supostos vínculos com o narcotráfico.

Consultado sobre se era uma "obrigação" de Larrea alertá-lo sobre os contatos de Chauvín, disse que seu ex-ministro cometeu um "gravíssimo erro", que lhe custou "muito caro".

"É indubitável que este é um gravíssimo erro de Gustavo, que lhe custou muito caro, ele teve que renunciar a sua candidatura à Assembleia por causa deste problema, ou seja, está pagando por seu erro. Mas uma coisa é que um cometa um erro, que confie em um colaborador que o trai. Outra, que exista má fé", disse.

Sobre possíveis contatos de outros funcionários com as Farc, Correa disse que há milhares deles e não poderia garantir que algum desses não tivesse simpatia pela guerrilha colombiana.

Acrescentou que "isso não implica em um envolvimento do Equador com as Farc, que tenhamos alguma relação. Outra coisa é que, sabendo que há um acampamento das Farc no Equador, não se tenha denunciado, isso é atentar contra a segurança do Estado. Não há narcopolítica".

EFE sm/an

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