Quito, 27 ago (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, partiu hoje rumo à cidade argentina de Bariloche, onde nesta sexta-feira os líderes dos países da União de Nações Sul-americanas (Unasul) se reunirão para uma cúpula extraordinária.

De acordo com uma fonte da Presidência equatoriana, Correa partiu de Quito em um avião da Força Aérea Brasileira que, antes de chegar à Argentina, fará "uma escala técnica" em Lima.

Correa deve chegar a Bariloche por volta das 20h30 (horário de Brasília), principal centro turístico de inverno da Argentina, a 1.650 quilômetros de Buenos Aires.

O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, declarou que, inicialmente, a intenção da reunião seria "frear" o convênio militar entre Colômbia e Estados Unidos, que contempla o uso de pelo menos sete bases colombianas por militares americanos.

Ponce argumentou contra o acordo ao dizer que é "um elemento que escapa dos âmbitos da soberania de um país porque constitui uma ameaça em nível regional, um elemento de incerteza e pode suscitar uma corrida armamentista nos países que se vejam ameaçados".

No entanto, após a assinatura de uma primeira minuta de convênio e das declarações do ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, de que a Colômbia não vai à cúpula da Unasul para consultar ou pedir permissão para estabelecer o acordo, Ponce disse que os participantes buscarão agora "medidas de confiança mútua".

"O que é preciso buscar é que haja medidas de confiança mútua, medidas de vigilância, que se reitere com clareza a prática da não extraterritorialidade nas ações dessa força militar, que se conheça com exatidão e constantemente que tipo de operações realizam essas forças", explicou.

Ponce acrescentou que será "muito importante" que os países que se opõem ao convênio mostrem na cúpula uma "posição de firmeza e de rejeição à presença militar extrarregional em nossa região". EFE ic/bba

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