Correa repudia livre comércio com EUA no final da campanha eleitoral em Lima

O presidente do Equador, Rafael Correa, rejeitou nesta quinta-feira a possibilidade de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos e atacou duramente seus adversários, no encerramento da campanha para as eleições deste domingo às quais chega com sólidas possibilidades de conseguir uma reeleição histórica.

AFP |

"O que prometemos, cumprimos: dissemos que íamos jogar esse tratado de livre comércio no lixo, porque significava a quebra de nossa agricultura", disse Correa num comício no porto de Guayaquil, 280 km a sudoeste de Quito, em referência a um acordo impulsionado pelo governo anterior.

Ante manifestação bastante concorrida na cidade de Palestina, Correa preveniu os camponeses sobre o livre mercado e atacou os candidatos da oposição Lucio Gutiérrez e Alvaro Noboa que, segundo as pesquisas, teriam poucas possbilidades de forçar um segundo turno.

"Cuidado, querem destruir nossa agricultura; cuidado com o tratado de livre comércio; cuidado, vêm com contas de livre mercado!", afirmou.

O chefe de Estado chamou Gutiérrez de mentiroso e covarde e lembrou como este ex-presidente saiu fugido do governo em 2005, ao ser destituído em meio a uma revolta popular.

Agora, Gutiérrez promete impulsionar novamente um acordo de livre comércio caso consiga aceder pela segunda vez à presidência.

Correa também criticou Noboa, dizendo: "Cuidado também não caiam na armadilha do 'oligarca pipón' (barrigudo)!, que nem sequer paga impostos e muito menos a seus trabalhadores".

No palanque, pediu aos eleitores que compareçam em massa às urnas no domingo para evitar que os adversários tomem o controle da Assembleia Legislativa.

Destacou sua preferência pelos pobres e assegurou que seguirá trabalhando "por um sistema econômico mais humano, sem exploração laboral, que proteja o emprego e a produção".

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