Correa rejeita pedido colombiano de união contra Farc

Quito, 27 dez (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, não aceitou o pedido colombiano em favor da união na luta contra o tráfico de drogas, o terrorismo e contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e chamou o ministro de Exteriores desse país, Jaime Bermúdez, de mentiroso.

EFE |

"Já estou cansado da insolência da Colômbia; são eles os que têm o problema, os que nos agridem, e (agora) querem nos impor condições para retomar relações...Esqueçam" disso, disse Correa hoje em seu programa semanal de rádio e televisão.

Em 27 de novembro, em entrevista à Agência Efe em Genebra, Bermúdez disse que "uma condição essencial (para retomar as relações bilaterais, rompidas em março), seria que se defina um mecanismo de coordenação eficaz na luta contra o narcotráfico e o terrorismo, em particular na zona de fronteira".

"O senhor chanceler da Colômbia, fique, aqui vai encontrar um país soberano, não seja mentiroso; controlem seu território e resolvam seu problema, não envolva o resto", destacou Correa, cujo Governo também fez requerimentos "mínimos" para retomar a relação bilateral.

"Enquanto continuar essa insolência, esqueçam, pois não vamos retomar relações. Aqui há um país que tem dignidade e tem soberania", disse o líder equatoriano, que solicitou ao chanceler colombiano que não dê conselhos "a um país soberano como o Equador".

"Deixem de tanto cinismo. Primeiro, revisem seu próprio Governo, todas as relações que há com os paramilitares e todos os grupos irregulares" na Colômbia, afirmou Correa, que se mostrou irritado com as insinuações de Bogotá de envolver autoridades do Equador em supostas relações próximas com as Farc.

"Protejam sua fronteira sul (com o Equador) e não tentem envolver o país em uma guerra que não é nossa", disse o chefe do Estado equatoriano. EFE fa/db

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