Correa reivindica unidade popular e critica a ex-aliados que protestam

Quito, 25 set (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, pediu hoje a seus compatriotas que se unam em torno de seu projeto de revolução cidadã e criticou a dirigentes do magistério e do movimento indígena, ex-aliados seus, que convocaram protestos contra o Governo.

EFE |

Em mensagem televisionada à nação, Correa chamou de "máfia" ao sindicato do magistério, que desde na semana passada assumiu um protesto "indefinido" para opor-se a uma reforma educativa e pela restituição de professores cassados, que não acudiram à avaliações ordenadas pelo Executivo.

Além disso, reprovou aos dirigentes do movimento indígena que convocaram uma greve para no próximo domingo, em protesto pela pretensa aprovação no Legislativo da denominada Lei de Águas, elaborada pelo Governo.

"Estamos lutando por uma transformação integral da educação...

Isso é revolução", disse Correa, ao enumerar a série de ações que sua administração fez para melhorar o sistema educacional nacional.

Comentou, por exemplo, sobre a construção e reconstrução de escolas, da melhora salarial aos professores, em livros e alimentação aos alunos e da melhora técnica em estabelecimentos especiais de educação instalados por seu Governo em zonas pobres do país.

Criticou aos dirigentes do sindicato do magistério, a União Nacional de Educadores (UNE), à qual qualificou de "irracional, interessada, antipatriota, que pensou mais em seus privilégios" sindicais e que se opõe às transformações.

Além disso, rejeitou a convocação que fez a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) a uma greve a partir da meia-noite do próximo domingo, em rejeição à Lei de Recursos Hidrológicos, apresentada ao Legislativo para sua aprovação.

Os indígenas temem que a água, com a nova lei, possa ser privatizada ou poluída pelo uso em atividades produtivas como a mineração.

Correa lembrou que a Constituição declara a água como um "direito humano" e proíbe sua privatização, por isso disse que não entende a "certos dirigentes (indígenas) que, de maneira cínica e falsa, estão mentindo".

"Confiem em nós, somos nós os que proibimos, desde a Constituição, a privatização de água", apontou o chefe do Estado em mensagem aos camponeses, aos que voltou a pedir que achem em sua gestão.

Correa assegurou que o seu é "um Governo dos indígenas" e lembrou que em abril passado foi reeleito nas urnas por uma arrasadora maioria da população equatoriana, para um segundo período, que iniciou no último dia 10 de agosto.

A reeleição é um mandato do povo para continuar com a revolução cidadã, acrescentou Correa e assinalou que isso supõe não estar atado a grupos de poder ou dirigentes que, segundo ele, se opõem a uma mudança "radical, profundo e rápido" das estruturas no país.

"É agora ou nunca. Ou o país muda ou segue sequestrado por estas máfias", disse Correa, após assegurar que "a revolução cidadã é a revolução dos indígenas, dos verdadeiros professores, dos trabalhadores, dos patriotas".

"Confiem em seu Governo e tenham fé que jamais trairemos nosso povo", acrescentou o líder, que assinalou estar disposto a dar sua vida pelos pobres e por uma "pátria justa, equitativa, altiva e soberana". EFE fa/fk

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