Correa promete aprofundar plano socialista

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, considerado o grande vencedor das eleições gerais deste domingo, segundo as pesquisas, prometeu aprofundar seu projeto socialista em favor dos pobres.

AFP |

"Minhas primeiras palavras são de profundo agradecimento ao povo equatoriano dentro e fora da pátria (...) por essa vitória esmagadora", disse Correa em entrevista à imprensa, na cidade de Guayaquil.

"Retomaremos nossa origem neste dia histórico: estamos aqui pelos pobres, não somos excludentes (...), e temos bem claro na mente: nossa opção preferencial é pelos mais pobres deste país e o nosso compromisso é erradicar a miséria".


Rafael Correa vota em Quito

Presidente reeleito

O chefe de Estado foi reeleito para um novo período de governo, até 2013, com mais ou menos 55% dos votos, segundo os resultados anunciados por três pesquisas de boca-de-urna.

A empresa Santiago Pérez antecipou sua vitória com 54%, enquanto a Cedatos-Gallup concede-lhe 55% dos votos, mesmo percentual da CMS.

Se confirmar a tendência, o líder socialista de 46 anos será o primeiro presidente reeleito em mais de três décadas e sua vitória sepultará uma década de instabilidade no país durante a qual seus três antecessores foram destituídos em meio a revoltas populares.

Correa também prevê uma vitória do governismo nas legislativas. "Podemos conseguir a maioria com folga", afirmou em entrevista, durante a qual defendeu-se das críticas sobre a forma de administrar a crise econômica, delineando um programa centrado na atenção aos pobres, no acesso ao crédito e no investimento público.

"Temos administrado extraordinariamente bem uma crise gravíssima como esta", afirmou o líder socialista, destacando que, apesar do desemprego de 8,6% no Equador, a taxa é uma das mais baixas em relação a países como Estados Unidos e Colômbia.

Correa agradeceu a seus eleitores por "não se terem deixado enganar", e prometeu trabalhar pela geração de emprego.

O presidente é adepto da corrente do novo socialismo que fez raízes na Venezuela desafiando Washington, reivindicando o papel do Estado e propondo uma nova estrutura financeira ante o que considera o colapso do capitalismo.

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