Correa preside reunião de Conselho de Segurança Nacional contra criminalidade

Quito, 13 nov (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, preside hoje uma reunião do Conselho de Segurança Nacional em um momento no qual se analisam mecanismos para aumentar o combate à criminalidade no país e pouco depois de problemas na fronteira com a Colômbia.

EFE |

Não foram reveladas as razões para a reunião do Conselho, da qual participam máximas autoridades do país e que começou às 6h hora local (9h em Brasília).

Nos últimos dias, Correa tem criticado as instituições encarregadas da segurança no país perante as denúncias do aumento da insegurança em várias partes do Equador.

A reunião do Conselho também acontece depois de Correa advertir que o país responderá "com tudo" a possíveis novas incursões de grupos irregulares colombianos na região de fronteira.

"Responderemos com tudo (...). O Governo colombiano deve controlar seu território, estamos pagando muito caro por um conflito que não é nosso, e esta gente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se não se atreva a disparar contra mais nenhum soldado equatoriano", advertiu Correa.

O presidente do Equador fez essa declaração durante uma visita ontem ao cabo segundo José Luis Estévez Pailacho, que em 21 de setembro patrulhava a fronteira do norte do país e foi ferido por guerrilheiros das Farc.

Após a visita a Estévez e em decorrência de outros acontecimentos da fronteira, Correa assinalou que "ainda assim há mal-agradecidos, gente infame que tenta envolver o Equador" no conflito colombiano.

"Vocês respondam com tudo. Não podemos aceitar que grupos irregulares de um país que não controla seu território atentem contra a vida de nossos soldados", disse Correa ao ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce.

Além disso, a reunião do Conselho acontece após o vice-ministro da Defesa equatoriano, Miguel Carvajal, denunciar o suposto cruzamento da fronteira por um helicóptero das Forças Armadas da Colômbia e seu sobrevôo durante quase quatro minutos em território equatoriano.

Carvajal contou que o fato aconteceu na terça-feira na confluência dos rios Mira e San Juan, na província de Esmeraldas, no noroeste do Equador.

O vice-ministro não revelou mais detalhes sobre a denúncia da suposta incursão do helicóptero que voou "sobre a cabeça" dos soldados equatorianos.

Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março, dois dias depois que militares colombianos penetraram no território equatoriano em uma operação contra um acampamento das Farc. EFE sm/wr/jp

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