Correa parabeniza Governo da Colômbia por resgate de Betancourt

Quito, 5 jul (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, felicitou hoje o Governo colombiano pelo resgate de Ingrid Betancourt das mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas assegurou que manterá interrompidas suas relações diplomáticas com Bogotá.

EFE |

"Ratificamos nossa postura: enquanto não tivermos um Governo decente para lidar na Colômbia, não serão retomadas as relações.

Esta postura é invariável, até que haja mudanças substanciais no desprezo e na falta de respeito demonstradas pela Colômbia para com o Equador", afirmou.

Para Correa, "o êxito da operação (de libertação de Betancourt) não muda a natureza do Governo colombiano".

O Governo do Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia dois dias depois da operação efetuada pelas forças militares colombianas contra um acampamento das Farc na amazônia equatoriana, na qual morreu o "número dois" da guerrilha colombiana, conhecido como "Raúl Reyes".

"Que alegria que nos deu isso (o resgate). Muito bem pela Colômbia, muito bem por Ingrid Betancourt. Mas, o que isso tem a ver com as relações entre Equador e Colômbia? Por acaso apaga o bombardeio de 1º de março?", perguntou Correa.

"Pelo contrário, nos perguntamos: se puderam fazer uma operação cirúrgica, em colaboração e cooperação com os Estados Unidos e Israel, por que não fizeram o mesmo para capturar 'Raúl Reyes'? Por que nos bombardearam?", disse.

"Maravilhoso pela Colômbia, felicitações ao Governo colombiano, atuou muito bem no resgate. Mas em que isso muda a situação de desprezo e falta de respeito que sempre teve para com o Equador?", insistiu Correa.

"Estou muito contente por Ingrid e por sua mãe, Yolanda Pulecio, que é uma boa amiga, por sua família, seus filhos", acrescentou.

Correa indicou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, lhe telefonara hoje para agradecer pelos esforços que o Equador fez por Betancourt.

"O presidente Nicolas Sarkozy me ligou para agradecer ao Governo equatoriano por todos os esforços, pois a França sabe o que estávamos fazendo para libertar Ingrid Betancourt", destacou. EFE fá/gs

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