Correa oficializa candidatura à reeleição no Equador

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, inscreveu na quarta-feira sua candidatura para a eleição geral de abril, iniciando uma disputa presidencial na qual tem amplo apoio popular e nenhum adversário de peso. Correa e seu vice, Lenin Moreno, foram eleitos pela primeira vez em dezembro de 2006, e desde então se propõem a implantar o socialismo no país. Moreno também será candidato novamente.

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"Ninguém busca se eternizar no poder. Simplesmente somos instrumentos do povo", disse Correa, cujo governo tem sido afetado pela queda na cotação internacional do petróleo, maior fonte de divisas do país.

"Com esse entusiasmo, nada nem ninguém nos vencerá, compatriotas", acrescentou Correa durante a inscrição da candidatura, acompanhado por centenas de seguidores.

O presidente mantém níveis históricos de popularidade graças a programas sociais e medidas nacionalistas, como a moratória da dívida externa e a expulsão de empresas multinacionais.

A eleição de abril será a quarta no Equador desde a posse de Correa, em janeiro de 2007. Ela servirá para escolher oito ocupantes de cargos majoritários segundo as regras da nova Constituição, aprovada em referendo no ano passado.

A nova Carta autoriza a reeleição do presidente para um segundo mandato consecutivo, o que manteria Correa no poder até 2017.

A campanha começa em 10 de março e vai durar 45 dias. Correa não precisará se desincompatibilizar do governo.

As inscrições para as candidaturas terminam na quinta-feira. De acordo com a Corte Eleitoral, outras duas chapas já foram oficializadas.

A frágil oposição não conseguiu consolidar uma candidatura de consenso que fizesse frente ao popular presidente.

(Por Alexandra Valencia)

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