Correa não vê mudança radical na América Latina após Obama

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse na quarta-feira que a vitória de Barack Obama na eleição presidencial dos Estados Unidos permitirá uma política exterior mais razoável, mas não vê uma mudança radical para a América Latina. Correa, aliado do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales na crítica a Washington, classificou importante a vitória de Obama na eleição de terça-feira por representar uma minoria no país mais poderoso do mundo.

Reuters |

"Acredito que a política externa será mais razoável, mais humana, menos imperialista. Acredito que haverá maior atenção à América Latina, mas não creio que haverá mudanças radicais", acrescentou o popular líder nacionalista, em entrevista à uma emissora de televisão.

Quito tem questionado a política dos Estados Unidos e se negado a assinar um tratado de livre comércio com Washington e a renovar a permissão para uma base militar instalada em seu território para o controle do narcotráfico na região.

Correa adotou estas medidas argumentando uma defesa da soberania do país e dos governos da região.

"Sonho com o dia em que a América Latina realmente não tenha que se preocupar com quem chegou à Presidência dos Estados Unidos, porque pode ser suficientemente soberana e autonomia para caminhar sobre seus próprios pés", acrescentou.

Correa não comentou sobre qual caminho a relação entre o país andino e os EUA pode seguir após a vitória de Obama.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

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