Correa mandou impedir presença das Farc no Equador em reunião

Quito, 14 mai (EFE) - O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou há mais de um ano às Forças Armadas impedir a entrada de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano nas primeiras reuniões que manteve com o Conselho de Segurança Nacional (Cosena).

EFE |

A informação está contida em documentos revelados oficialmente.

Segundo o ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, nos documentos revelados Correa disse aos comandantes militares em reunião do Cosena em fevereiro de 2007, no mês seguinte a sua posse, que "não vamos permitir que membros das Farc ingressem no Equador".

Nos mesmos documentos, indica-se que Correa ressaltou: "É preciso frear essas penetrações das Farc".

Em entrevista coletiva, o responsável de Defesa respondeu a afirmações da Presidência colombiana, que afirmou que Correa tinha impedido as Forças Armadas de seu país de entrar em choque com as Farc no Equador, pelo que Ponce exigiu "provas, sustento e informação objetiva" sobre essas acusações.

"Ainda não há documento do Governo colombiano que prove essa afirmação", disse Ponce, que acrescentou que, "da mesma forma que nós estamos revelando documentos reservados, que eles sejam capazes de demonstrar esse tipo de afirmações".

Ponce apresentou um extrato de duas atas, uma de fevereiro de 2007 e outra de março de 2008, sobre o tratado nas reuniões do Cosena.

Na primeira das atas indica-se que Correa instruiu os comandantes militares para "radicalizar a posição perante a Colômbia" e evitar eventuais penetrações em território do Equador dos aviões que fumegavam plantações clandestinas de coca no lado colombiano pelas quais protestou reiteradamente.

No mesmo documento reza que a situação dos refugiados foi tratada e deslocados colombianos no Equador e se concluiu que Quito devia pedir a ajuda das Nações Unidas e da Colômbia para atendê-los.

Na segunda ata, de 3 de março, Correa pergunta aos comandantes militares como pôde ter um acampamento das Farc no Equador "e não ser detectado" e se não tinham capacidade para "cuidar em sua totalidade" o território do país de pessoal armado estrangeiro, tanto de forças regulares como irregulares.

"Qualquer elemento armado, seja regular ou irregular colombiano em nosso território, será capturado e se atende a voz de alto será eliminado", disse Correa nessa reunião, segundo a ata. EFE jc/db

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