Correa impõe condições para retomar relações com a Colômbia

Quito, 27 fev (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que seu Governo retomará as relações diplomáticas com a Colômbia se esta cumprir informar todos os detalhes dessa agressão contra nossa Pátria, em referência ao bombardeio a guerrilheiros das Farc que se refugiavam em território equatoriano, e o indenize.

EFE |

Dois dias depois do ataque, no qual morreram 26 pessoas, entre elas o número dois da guerrilha, "Raúl Reyes", em 1º de março de 2008, o Governo do Equador rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia, alegando que o bombardeio, realizado sem prévio aviso às autoridades de Quito, violou a soberania territorial do país.

Em seu discurso, Correa disse que, como "requisitos mínimos" exige da Colômbia para a normalização das relações, "indenizações por esse ataque, apoio para os milhares de refugiados colombianos que o Equador recebe e o fim da campanha colombiana para vincular ao Governo com grupos irregulares".

Os refugiados que a Colômbia atacou eram membros da Farc, que, segundo seu Governo, não sofriam resistência por parte das forças de segurança equatorianas.

Segundo comunicado, Correa "lamentou" que a respeito da vinculação do Governo com grupos irregulares, Colômbia "tenha encontrado grandes colaboradores em certa imprensa corrupta", sem mostrar nenhuma evidência de corrupção em qualquer veículo de imprensa.

Correa se referiu com essas declarações ao caso de José Ignacio Chauvín, um ex-subsecretário do Governo, que é investigado por vínculos com uma rede de narcotráfico, incluindo um por crime contra a segurança do Estado porque afirmou que havia se reunido em sete ocasiões com "Raúl Reyes". EFE ic/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG