Correa faz balanço de Governo em fechamento de campanha

Guayaquil (Equador), 23 abr (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, candidato à reeleição no próximo domingo, realizou hoje seu último ato de propaganda eleitoral em um bairro pobre de sua cidade natal, Guayaquil, onde enfatizou os avanços que, em sua opinião, conseguiu com seu Governo.

EFE |

Acompanhado por candidatos de sua lista à Assembleia Nacional e por sua irmã Pierina Correa, candidata a prefeita da província de Guaias, o presidente equatoriano discursou para aproximadamente cinco mil seguidores.

Vestido de verde, a cor de seu partido (Aliança País), Correa lembrou os pontos nos quais baseia seu projeto de "revolução cidadã".

Dessa maneira se referiu à evolução testemunhada no Equador no âmbito da política social - como moradia, educação e saúde -, com o aumento da confiança institucional e democrática - por causa da aprovação da nova Constituição o setembro passado - e em decorrência de sua política econômica.

Assinalou ainda que o Equador trabalhou para construir "uma arquitetura financeira regional", para se tornar "menos dependente do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e dos especuladores internacionais".

"O Equador liderou ainda a criação da Unasul (União de Nações Sul-americanas)", declarou.

Para Correa, seus dois anos de Governo mostraram "pela primeira vez na história que o Equador pátria não é desunido, despedaçado, na mesa de negociações".

O candidato, que em todas as pesquisas aparece como claro favorito, chegou a Guayaquil em um helicóptero, após ter viajado a vários pontos da província de Guaias, e fechou uma campanha eleitoral marcada por trocas de acusações entre os candidatos.

Sobre essas críticas, Correa se referiu a um de seus rivais, Álvaro Noboa, cujas empresas estão sendo investigadas por uma suposta evasão de impostos, e afirmou que a fiscalização continuará.

"Noboa procura também quer ser presidente para não pagar os US$ 200 milhões (em impostos) que vamos fazer com que pague para cumprir a lei e com suas obrigações", afirmou.

Em seu discurso, de aproximadamente uma hora, o líder e candidato também comentou sobre a política de seu Governo, a dívida externa, e assinalou que a estratégia que adotou foi conduzida "com soberania, com dignidade e para os equatorianos, não para os banqueiros e os credores". EFE ic/mh

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