Um vídeo apreendido das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), no qual um de seus chefes afirma que a guerrilha ajudou a financiar a campanha eleitoral do presidente Rafael Correa, expõe o presidente equatoriano aos tribunais internacionais, afirmou neste sábado a Procuradoria colombiana.

O presidente Correa "está na mira dos organismos e dos tribunais internacionais" com o vídeo que data de março de 2008 e que as autoridades colombianas afirmam ser autêntico, disse o procurador geral da Colômbia, Mario Iguarán, à imprensa.

Há dois dias, o presidente equatoriano declarou que as relações do Equador e da Colômbia "estavam se deteriorando".

No vídeo apreendido, aparece o comandante militar rebelde Jorge Briceño, mais conhecido como 'Mono Jojoy' no momento em que afirma: "(...) ajuda em dólares para a campanha de Correa" - palavras consideradas comprometedoras.

O ministro equatoriano de Segurança, Miguel Carvajal, afirmou logo após a divulgação do vídeo à AFP que a campanha eleitoral do presidente Rafael Correa não recebeu financiamento das Farc e assegurou que o governo de Quito "não mantém qualquer relação" com essa guerrilha colombiana.

Carvajal também advertiu sobre a necessidade de "verificar a fonte (da informação) porque temos muita experiência sobre uma campanha de montagens por parte da Colômbia, para tentar vincular o governo equatoriano com as Farc".

O vídeo teria sido apreendido numa batida feita num apartamento de Bogotá, durante a qual foi capturada Adela Perez Aguirre, a "Camila", que pertencia à frente Antonio Narino das Farc, declarou à AFP o porta-voz do Ministério Público colombiano.

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