Correa: Equador vai cortar relações secretas com agências estrangeiras

O presidente do Equador, Rafael Correa, advertiu nesta quinta-feira que irá cortar as conexões ilegítimas entre os serviços secretos de seu país e agências estrangeiras, após a crise diplomática com a Colômbia envolvendo as guerrilhas das Farc.

AFP |

"Para investigar as conexões ilegítimas de certos oficiais dos serviços de inteligência com agências estrangeiras vamos formar uma comissão civil e militar que nos ajude a conhecer a verdade e termine com essas práticas", declarou o mandatário.

No mesmo tom, Correa renovou nesta quinta-feira a cúpula das Forças Armadas, também tentando solucionar a crise provocada por suas denúncias de uma infiltração da CIA, que provocaram a saída do ministro da Defesa e de quatro generais, informou o major Marco Martínez, um porta-voz militar.

Wellington Sandoval que ocupava a pasta da Defesa apresentou a demissão na quarta-feira, sendo substituído por Javier Ponce Cavallosa. Após isso, puseram seus cargos à disposição o chefe do comando conjunto das Forças Armadas, general Héctor Camacho, e o comandante do Exército, general Guillermo Vásconez, deixando claro o descontentamento com a falta de confiança demonstrada pelo mandatário.

A questão começou com o caso do equatoriano Flanklin Aisalla, morto no ataque de 1o de março e que teve seus supostos vínculos com a guerrilha colombiana revelados primeiro em Bogotá, apesar de a inteligência equatoriana possuir essa informação.

"As primeiras informações que chegaram a nossos serviços de inteligência vieram dos serviços colombianos, apesar de virem de fontes equatorianas," afirmou.

Segundo Correa, a infiltração da CIA permitiu que o governo colombiano conseguisse esses dados.

vel/fb

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