Correa diz que vídeo das Farc é parte de complô regional

Quito, 18 jul (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que o vídeo em que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) dizem ter dado dinheiro a sua campanha eleitoral em 2006 faz parte de um esforço sistemático em nível regional para desestabilizar os Governos progressistas.

EFE |

"Que investiguem a bobagem que acabam de mostrar ontem, dentro dessa campanha que, não é só em nível de Colômbia e Equador, mas em nível regional, onde há uma arremetida da direita e de todos seus instrumentos e todas suas armas, entre elas a imprensa, para desestabilizar Governos progressistas", afirmou.

A imprensa colombiana exibiu ontem um vídeo de 2008 em que o guerrilheiro Jorge Briceño Suárez, conhecido como "Mono Jojoy", diz ter dado ajuda em dólares à campanha de Correa.

"Não podem nos vencer nas urnas e tentam ganhar com a mentira e a calúnia", afirmou o líder equatoriano sobre o conteúdo do vídeo.

Em seu já tradicional discurso por rádio dos sábados, Correa se apresentou afirmando de forma irônica. "Agora vos fala o terrorista internacional, narcotraficante, narcopolítico".

O presidente lembrou que primeiro acusaram seu Governo de ser financiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, depois pelo narcotráfico e agora pelas Farc.

Correa incluiu nessa "campanha sistemática" contra os Governos "que querem mudar algo" a derrubada em Honduras, em 28 de junho, do presidente Manuel Zelaya.

O presidente pediu ainda que a comissão de representantes sociais que investiga o bombardeio da Colômbia em 2008 contra um acampamento guerrilheiro em território equatoriano, questione também "se o Governo e (o partido governista) Aliança País receberam US$ 0,20 das Farc ou de qualquer grupo estrangeiro".

Nesse ataque colombiano morreram, entre outros, o então "número dois" das Farc, "Raúl Reyes", além do equatoriano Franklin Aisalla e quatro estudantes universitários do México, que estavam no acampamento clandestino da guerrilha.

O incidente fez com que Quito rompesse relações com Bogotá, que ainda não foram restabelecidas. EFE ic/rr

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