Quito, 26 abr (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje que seu arrasador triunfo na conquista da reeleição, segundo as pesquisas de boca-de-urna, é um passo histórico para consolidar seu projeto de revolução cidadã centrado na atenção aos mais pobres do país.

"Este é um dia de alegria, de futuro, demos um passo histórico para consolidar esta revolução cidadã", disse Correa em entrevista coletiva após a divulgação dos primeiros resultados extraoficiais de pesquisas de boca-de-urna.

Correa, do partido governista Aliança País, assegurou que nunca enganou nem enganará o povo equatoriano, e atribui a isso o "imenso apoio" que recebeu e que lhe permitiu fazer história "em um país no qual entre 1996 a 2006 nenhum Governo democrático terminou seu mandato".

"Hoje se vence em apenas um turno, algo inédito, fizemos história", destacou o chefe de Estado na cidade litorânea de Guayaquil, onde a emoção pela vitória aumentou quando sua mãe se aproximou para abraçá-lo.

Correa, uma economista de 46 anos, defendeu o trabalho de seu Governo na área econômica na qual, disse, continuará com o apoio aos pequenos empresários.

O presidente voltou a criticar a imprensa por considerar que "desinformavam" sobre seu trabalho, mas apontou que o povo acredita no Governo e que por isso alcançaram a "vitória mais esplendorosa nos últimos anos no país".

O governante acrescentou que seu cargo "sempre" estará à disposição do povo e dispõe de "portas abertas" a negociações em um país no qual "nunca houve tanto consenso e unidade", segundo ele.

"Convocamos uma grande união nacional, mas, por ética e princípios, há exceções", disse Correa, acrescentando que não pode manter acordos com seus adversários nas eleições, como o ex-presidente Lúcio Gutiérrez ou o magnata Álvaro Noboa.

Segundo o chefe de Estado equatoriano, seria uma "traição" com sua consciência e com seus eleitores se fizesse acordos com a classe política "que brinca com a miséria do povo". EFE sm/bba

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