Correa diz que sua família recebeu ameaças enquanto esteve refugiado

Ao agradecer o apoio da família, presidente do Equador disse que parentes receberam mensagems como "já vamos atrás de vocês"

EFE |

Quito, 2 out (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje que sua esposa e filhos receberam ameaças por telefone enquanto ele esteve abrigado na quinta-feira em um hospital no meio da crise que explodiu com o protesto de policiais contra mudanças trabalhistas.

Correa comentou que enquanto esteve retido no regimento em Quito e depois no hospital policial mandaram mensagens para os telefones dos seus filhos e de sua esposa com ameaças como "já vamos atrás de vocês". "Depois disso eles tiveram que ser levados para um lugar seguro", afirmou. O fato foi revelado durante seu relatório semanal, em que aproveitou para agradecer o apoio de sua esposa, a belga Anne Malherbe, e de seus filhos Sophia, Dominique e Miguel.

O presidente se solidarizou também com o sofrimento dos familiares dos ministros e funcionários que ficaram com ele no hospital, inclusive o chanceler, Ricardo Patiño, e o ministro do Interior, Gustavo Jalkh. "Às nossas famílias, muitíssimo obrigado, sabíamos que o caminho não era cheio de rosas, mas insisto que não sabemos se temos o direito de fazê-los sofrer tanto. Em todo caso, muitíssimo obrigado por esse apoio sem o qual não estaríamos aqui e não poderíamos continuar", declarou.

Na quinta-feira, Correa ficou abrigado em um hospital da Polícia após visitar o regimento Quito, onde centenas de policiais iniciaram um protesto em rejeição à eliminação de incentivos salariais. Segundo Correa, durante a crise, um soldado, um estudante e dois policiais morreram. Além disso, disse que um membro de um grupo de operações especiais do Exército está em estado grave.

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