Correa diz que Rodrigo Borja rejeitou Secretaria Permanente da Unasul

Quito, 21 mai (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, assegurou hoje que seu compatriota Rodrigo Borja não quis ocupar a Secretaria permanente da União Sul-Americana de Nações (Unasul), que será formalizada na próxima sexta-feira em Brasília.

EFE |

O ex-presidente do Equador Rodrigo Borja (1988-1992) "rejeitou o convite para ser o secretário de Unasul" por uma série de desacordos com o estatuto para sua constituição, afirmou Correa em entrevista coletiva.

Correa afirmou que comunicará a decisão de Borja a seus colegas sul-americanos durante a Cúpula de Brasília.

O líder equatoriano, que viaja nesta quinta-feira para Brasília, disse que respeita a decisão de Borja e comentou que, provavelmente ele faria o mesmo, caso se encontrasse na mesma situação.

Para Correa, a elaboração do estatuto de constituição da Unasul foi encarregado a pessoas que agiram de maneira "burocrática" e interessadas apenas em defender seus espaços e interesses particulares.

"A burocracia é o inimigo que precisa ser vencido", disse Correa, que assinalou que não concorda em deixar a Secretaria Permanente da Unasul em um posto secundário no momento de tomar decisões.

O presidente equatoriano disse que a Secretaria Permanente deveria ter um maior poder de decisão para avançar com rapidez no processo de integração entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru).

No entanto, reconheceu que a convergência entre os dois blocos comerciais da América do Sul, aparentemente, não se dará de forma imediata.

A Unasul é formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. EFE fa/mh

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