Correa diz que renunciará se relações com Farc forem comprovadas

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou neste sábado que renunciará ao cargo se as acusações de que tem relações com as Farc forem comprovadas, em uma coletiva de imprensa em Lima.

Redação com agências internacionais |

O presidente do Equador, Rafael Correa, acena para fotógrafos (AFP)

"Tenho a consciência tão limpa e não tenho nada a temer que faço uma proposta: se demonstrarem que o governo de Rafael Correa teve alguma relação com as Farc, ponho meu cargo de presidente da República a disposição do povo equatoriano", manifestou.

Correa fez a proposta ao desqualificar o informe da Interpol  divulgado na quinta-feira, segundo o qual não ocorreram alterações dos arquivos eletrônicos dos computadores das Farc, que Bogotá diz confirmarem as relações de Caracas e Quito com a guerrilha.

Segundo o governo da Colômbia, os arquivos dos computadores apreendidos no local mostravam que o presidente venezuelano Hugo Chávez estava pessoalmente envolvido no financiamento e fornecimento de armas para os rebeldes.

Estes arquivos também sugerem que o Equador mantinha ligações com as Farc.

As autoridades colombianas pediram que a Interpol analisasse os arquivos depois que Chávez acusou o governo da Colômbia de falsificação.

"Temos certeza absoluta de que os discos rígidos analisados por nossos especialistas vieram de um campo das Farc", acrescentou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.

Entretanto Noble destacou que o fato de os arquivos não terem sido modificados não prova que a informação contida neles era totalmente precisa.

O presidente Hugo Chávez afirmou que a Interpol está obedecendo ordens dos Estados Unidos para isolar e desacreditar a Venezuela.

Mas, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, afirmou que as acusações de que a Venezuela estaria fornecendo armas e dando apoio a uma "organização terrorista, são graves".

"Certamente, (as acusações) têm implicações profundas para as pessoas da região e também para os países da região. E, suponho, teremos mais notícias do governo colombiano nos próximos dias", afirmou.

(Com informações da BBC Brasil e AFP)

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