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Correa diz que referendo mostrará futuro do Equador

Quito, 26 set (EFE) - O presidente do Equador, Rafael Correa, convocou hoje seus compatriotas a votar no referendo constitucional de domingo, dizendo que o que se elege é o futuro, e se comprometeu a respeitar a escolha do povo, qualquer que seja o resultado.

EFE |

"O importante é que agora, com muita alegria, entusiasmo, esperança, vamos no domingo às urnas, que o grande vencedor seja o povo equatoriano, a democracia do país, que entendamos que não vamos escolher prefeito ou presidente, mas o futuro", disse o chefe de Estado em uma entrevista a um canal de televisão.

Mais de nove milhões de equatorianos estão convocados a se pronunciar este domingo sobre o projeto de nova Carta Magna redigido pela Assembléia Constituinte, de maioria governista.

O Governo defende o projeto como uma ferramenta para acabar com as injustiças e desenvolver um novo modelo de país, enquanto a oposição o considera um meio para dar mais poder ao Estado e para que o presidente se perpetue no poder.

Correa disse hoje que espera que no domingo ocorra um "canto de alegria, de esperança".

Segundo ele, ganhe o "sim" ou ganhe o "não", os resultados serão respeitados e o povo deve votar "com infinito amor", pois estão votando "pelo país, pelo futuro".

A campanha eleitoral terminou nesta quinta-feira e as últimas pesquisas dão vantagem aos que pretendem aprovar a nova Constituição e mostram um grande percentual de indecisos.

O chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), Enrique Correa, disse hoje que, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, os resultados do plebiscito podem ser conhecidos no mesmo dia da consulta, com 70% dos votos apurados.

Para Enrique Correa, isso seria "muito animador", já que no domingo haverá vários resultados oficiosos circulando depois das 17h (19h de Brasília), quando as sessões eleitorais forem fechadas.

"É muito importante que estes (resultados oficiosos) sejam ratificados ou retificados rapidamente" pela contagem oficial, "então enquanto mais cedo tivermos os resultados oficiais, melhor" será, haverá mais tranqüilidade para que "se possa fechar bem" o processo eleitoral, disse.

A OEA observará o processo eleitoral junto com outras organizações internacionais como o Parlamento Andino, a Fundação Carter e a União Européia (UE), entre outros. EFE sm/ab/db

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