Correa diz que novo mandato favorecerá pobres e indígenas

Por Walker Simon QUITO (Reuters) - Ao lado de dois dos mais conhecidos líderes indígenas da América Latina, o presidente do Equador, Rafael Correa, prometeu neste domingo favorecer os pobres e indígenas com profundas reformas sociais que planeja para seu segundo mandato.

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Na véspera da sua posse, Correa viajou a La Chimba, 70 km ao norte de Quito, para uma cerimônia de purificação indígena, na qual aceitou um cajado de comando, feito de madeira.

Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, e Rigoberta Menchu, guatemalteca indígena vencedora do Prêmio Nobel da Paz, estavam ao lado do presidente do Equador.

Vestindo um poncho vermelho, Correa disse que seu discurso inaugural na segunda-feira vai reforçar "a opção preferencial pelos pobres, os jovens e povos ancestrais... para quem a justiça demora a chegar".

O líder equatoriano, que se digladia com Wall Street por suas políticas econômicas, pediu ao povo indígena apoio para ajudar a "radicalizar" seu governo. Ele pediu auxílio pacífico, ignorando "balas e botas".

O maior partido indígena do Equador, o Pachacutek, se afastou do governo e os nativos se tornaram ativos na oposição a novos projetos de mineração que poderiam poluir seu suprimento de água. Bloqueios de estradas por indígenas ajudaram a derrubar dois antecessores de Correa.

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