Correa diz que nova Constituição reduzirá instabilidade política

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, defendeu hoje como um antídoto para a instabilidade política o fato de que o projeto de nova Constituição obrigue à convocação de novas eleições, tanto presidenciais quanto legislativas, se o Parlamento destituir o Governo ou se este dissolver a Assembléia Nacional.

EFE |

"Há maior democracia que isto?", questionou Correa em entrevista com a qual inaugurou hoje a rádio estatal do Equador e na qual defendeu o projeto de nova Constituição, que será submetido a consulta popular em 28 de setembro.

O presidente assegurou que a chamada "morte cruzada", como se conhece a exigência de convocar eleições caso um poder atue contra o outro, evitará "a grande instabilidade que houve no país nos últimos anos".

A Constituição de 1998, que será substituída pelo texto elaborado este ano pela Assembléia Constituinte se for aprovado no referendo, dá poder ao Legislativo para destituir o presidente, mas não ao Executivo para dissolver o Parlamento.

O governante equatoriano desmentiu que o projeto de Carta Magna, que confere ao chefe do Estado a possibilidade de concorrer à reeleição uma vez, o que não está contemplado na constituição atual, enalteça o presidencialismo, como afirma a oposição. Além da reeleição, o novo texto constitucional também dá ao presidente a atribuição de dissolver o Parlamento de uma só vez.

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