Correa diz que não vai reatar relações com governo de Uribe

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que não pretende reatar relações diplomáticas com a Colômbia até que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, deixe o cargo, em 2010. Nós estamos cancelando indefinidamente qualquer restabelecimento de relações até que haja um governo decente com o qual possamos tratar, dsse Correa.

BBC Brasil |

A declaração de Correa agravou a crise diplomática entre os dois países, iniciada em março, após uma incursão do Exército colombiano em território equatoriano para atacar um acampamento do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

No início deste mês, os dois países chegaram a concordar em retomar os laços diplomáticos. No entanto, declarações recentes de ambos os lados indicam um aumento da tensão.

Sanções comerciais
Na terça-feira, a ministra de Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, já havia declarado que seu país iria avaliar a possibilidade de impor sanções comerciais à Colômbia.

Um dia antes, o ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, disse que seu governo havia decidido adiar o restabelecimento de laços diplomáticos com o Equador.

Segundo Araújo, a decisão colombiana foi motivada devido a "agressões verbais" dirigidas pelo presidente do Equador, Rafael Correa, contra a Colômbia.

"Fica adiado, porque nesse ambiente não se pode restabelecer as relações, em meio a insultos", disse Araújo.

Isolamento
A crise na região envolve ainda a Venezuela e a Nicarágua.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas a Uribe logo após a incursão militar em território equatoriano.

A tensão entre Nicarágua e Colômbia foi motivada pela decisão do governo nicaragüense de dar asilo a dois integrantes das Farc.

Segundo o correspondente da BBC em Bogotá, Jeremy McDermott, a Colômbia está cada vez mais isolada na região e dependente de sua aliança com os Estados Unidos.

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