Correa diz que foi "milagre" sair a salvo do motim policial

Em discurso no centro de Quito, o presidente equatoriano reiterou que a levante policial foi uma "tentativa de golpe de Estado"

EFE |

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira a uma multidão aglomerada em Quito que foi um "milagre" ter saído a salvo da rebelião de policiais do dia 30 de setembro. "Sempre tinham me dito que tinha a bênção divina. Tenham certeza disso, porque, quando vemos os vídeos de tudo o que aconteceu, é realmente um milagre que tenhamos saído a salvo, ilesos, junto a toda a equipe presidencial", ressaltou Correa, referindo-se ao motim de policiais que protestavam contra a eliminação de gratificações trabalhistas.

Em discurso na praça de San Francisco, no centro histórico de Quito, o presidente equatoriano reiterou que a sublevação policial foi uma "tentativa de golpe de Estado".

Correa acusou os participantes do motim de terem tentado assassiná-lo, bem como ao ministro do Interior, Gustavo Jalkh, e à presidente da Assembleia Nacional, Irina Cabezas.

"Tentou-se gerar o caos" por um plano subversivo "preparado com semanas de antecedência" e do qual há cada vez "mais evidências", apontou o governante, que ficou retido por várias horas dentro de um hospital no dia 30 de setembro, cercado de policiais que protestavam contra ele.

O líder também louvou a atitude "heroica" de milhares de cidadãos e de policiais e militares leais a ele, que o resgataram no hospital, em meio a um tiroteio.

O discurso hoje de Correa foi interrompido frequentemente por gritos da multidão contra o ex-presidente Lúcio Gutiérrez (2003-2005), quem foi acusado pelo Governo como um dos supostos organizadores da rebelião.

"Lúcio assassino", gritava a multidão, perante o inflamado discurso de Correa, que exigiu aos opositores explicações sobre as "estranhas coincidências" sobre a insubordinação.

Ele chegou a comparar o ocorrido com a destituição em 28 de junho de 2009 do então presidente de Honduras, Manuel Zelaya.

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