imenso esforço para recapacitar as Forças Armadas - Mundo - iG" /

Correa diz que faz imenso esforço para recapacitar as Forças Armadas

Quito, 21 abr (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou hoje que seu Governo faz esforços imensos para modernizar as Forças Armadas e está em trâmite a compra de aviões Kfir e Super Tucanos.

EFE |

As estratégias para modernizar as Forças Armadas que estavam em andamento, foram modificadas após a violação colombiana do território equatoriano no dia 1º de março, em uma operação militar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que provocou a ruptura das relações entre Quito e Bogotá.

Correa informou que após o bombardeio foram mudadas "as dimensões, as prioridades e as estratégias" e hoje se realiza "um imenso esforço para acelerar, o mais rápido possível, a capacidade operacional, o equipamento e a modernização de todos os ramos das Forças Armadas", completou.

Nesse processo, indicou que está incluída a força terrestre com melhores equipamentos de comunicação e melhores armas e, sobretudo, a Força Aérea que, em suas palavras, "foi uma das maiores vítimas de toda a longa e triste noite neoliberal onde foi satanizada toda despesa, inclusive, a despesa em defesa".

Em um ato em homenagem aos "Soldados de Tarqui" - que forma a guarda presidencial -, o chefe de Estado declarou no palácio de Carondelet, sede do Executivo, que os trâmites para reforçar a aviação estão em andamento.

"Estamos realizando os trâmites para reforçar nossa frota de Kfir e estamos realizando os trâmites para trazer duas esquadrilhas de Super Tucanos, os novos radares. Não permitiremos nunca mais (que) um ataque como o que recebemos em 1º de março fique na impunidade", ressaltou.

Acrescentou que também não envolverá o país em um conflito que não é seu, nem permitirá que sangue equatoriano seja derramado, "sangue de nossos valentes soldados por uma guerra fratricida que dura tempo demais na república irmã Colômbia".

"O que faremos - acrescentou - é potencializar os meios eletrônicos e, sobretudo, a capacidade de nossa aviação para interceptar e neutralizar qualquer força estrangeira regular ou irregular em solo nacional".

O chefe de Estado esclareceu que não só se trata de preservar o território nacional da intromissão de forças estrangeiras: "Trata-se que como país soberano, independente não seremos colônia de ninguém, quintal de ninguém".

Em meio à crise diplomática entre Quito e Bogotá, Correa denunciou a infiltração do Serviço de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, sigla em inglês) nos serviços de inteligência deste país andino.

"Nossas Forças Armadas, nossos exércitos vitoriosos continuarão com o esforço dos equatorianos, sem necessidade de tutela nem financiamentos de países estrangeiros, de impérios globais".

Por isso, explicou que foi iniciado um processo de reestruturação em alguns serviços como o de Inteligência nas Forças Armadas e, inclusive, na Polícia.

"Já basta de ser tutelado por potências estrangeiras, vamos defender a pátria não só em seu espaço físico, mas em suas instituições", apontou.

Correa criticou também os serviços de inteligência do Equador depois da incursão colombiana em território equatoriano, já que foi inteirado pela imprensa das investigações que militares e policiais mantiveram desde 2003 sobre Franklin Aisalla morto no acampamento das Farc.

Além de Aisalla, que era investigado por vínculos com as Farc, nesse bombardeio morreram outras 25 pessoas, entre elas o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", um militar colombiano e quatro estudantes mexicanos. EFE sm/bf/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG