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Correa diz que falta Uribe baixar o tom para retomar relações

Bogotá, 20 abr (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, declarou em entrevista publicada hoje pela imprensa colombiana que só falta seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, baixar o tom para que seja possível a realização de um acordo para retomar as relações diplomáticas.

EFE |

Correa, em declarações divulgadas pela revista colombiana "Semana", reiterou sua acusação de que na Colômbia existe uma "campanha midiática" contra seu Governo, e perguntado sobre "o que falta para chegar a um acordo com a Colômbia", Correa respondeu: "Simples, que Uribe baixe o tom".

Bogotá e Quito permanecem com as relações diplomáticas rompidas desde 3 de março, dois dias após as tropas colombianas bombardearam um acampamento em território equatoriano matando 26 pessoas, entre elas o segundo no comando da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes".

O líder equatoriano rejeitou relatórios sobre um vídeo que o relaciona com "Raúl Reyes" e afirmou que seu Governo sabe da "campanha difamatória realizada pelos meios de comunicação colombianos que, em absoluto, não são independentes".

"Eu também poderia passar um vídeo de Uribe reunido com paramilitares. Mas, esta não é a forma de atuar do nosso Governo", declarou.

Quando perguntado se o Equador ajudará a acabar com a guerra verbal, Correa ressaltou que seu país "sempre seu sua contribuição".

"Dissemos que não responderemos mais aos comunicados do Governo colombiano, pois é perder o tempo", disse.

Acrescentou que as autoridades colombianas "mentiram quando disseram que não tinham violado a soberania equatoriana e mentem agora" quando dizem que Correa "tinha ordenado às Forças Armadas que não perseguissem as Farc".

Já a ministra equatoriana de Relações Exteriores, María Isabel Salvador, disse que o restabelecimento das relações diplomáticas com a Colômbia não é, no momento, uma prioridade para seu país.

A chanceler destacou a participação da Organização dos Estados Americanos (OEA) na tentativa de superação da crise diplomática entre Quito e Bogotá.

Em uma entrevista publicada na edição digital do "El Telegrafo" onde foi perguntada se é uma prioridade restabelecer as relações diplomáticas, a chanceler respondeu: "Não é assim".

"Se dentro do processo proposto pela OEA chegar o momento em que as relações se restabeleçam, será realizada, mas esta é uma decisão soberana que não pode ser obrigatória", concluiu a titular da diplomacia equatoriana. EFE gta/bf/fal

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