Correa diz que Conselho de Defesa será criado com os países interessados

Brasília, 23 mai (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, admitiu hoje que não existe consenso entre os países da região sobre a criação de um Conselho de Defesa Sul-americano, mas alegou que o mecanismo poderá ser criado pelos interessados e esperar que os outros se somem mais tarde.

EFE |

"Desconheço se há consenso, embora eu saiba que a Colômbia se opõe", afirmou o equatoriano, durante uma entrevista coletiva concedida hoje em Brasília, onde participou da assinatura do tratado de constituição da União Sul-Americana de Nações (Unasul) junto a outros dez chefes de Estado da região.

Confirmando a previsão de Correa, o Governo da Colômbia anunciou sua recusa em assinar o Conselho de Defesa, "tendo em vista as ameaças do terrorismo e as derivações conhecidas", segundo um comunicado oficial lido por César Mauricio Velázquez, porta-voz do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Correa disse que a iniciativa brasileira para criar uma instância de integração militar na América do Sul é "pertinente", conta com o apoio de seu Governo e tem que ser criado "o mais rápido possível".

"Pela minha experiência nos meses que estou no Governo, a integração não pode caminhar em uma velocidade mais lenta, mas naquela daqueles que a querem", asseverou Correa.

Segundo o governante equatoriano, o Conselho de Defesa Sul-americano pode ajudar a se passar da retórica para a prática em matéria de integração.

"Para manter a estabilidade na região e o respeito mútuo não bastam apenas palavras e compromissos, como vimos, com dor, recentemente", comentou.

"É preciso uma ação conjunta e harmônica, de uma força de coerção concreta, para que os países da região sempre se comprometam a cumprir com o direito internacional", acrescentou Correa.

O conselho proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não busca a criação de uma força internacional tradicional nos moldes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas um fórum para que os ministérios de Defesa coordenem ações, prioridades e, em um futuro, uma política comum na matéria.

A iniciativa foi exposta pelo ministro de Defesa brasileiro, Nelson Jobim, nas recentes viagens que fez a todos os países da região. EFE cm/ma

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