Correa diz que Colômbia deve investigar políticos envolvidos com traficantes

Brasília, 23 mai (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou hoje que a Colômbia deveria investigar as relações de políticos com narcotraficantes e paramilitares, em vez de abrir um processo sobre supostos vínculos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com estrangeiros, entre eles dois equatorianos.

EFE |

"É melhor que investiguem a narcopolítica e a parapolítica que infelizmente invadem a Colômbia", disse Correa numa entrevista coletiva que concedeu em Brasília, onde participou da reunião do tratado constitutivo da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

O governante se referiu aos escândalos do vínculo entre paramilitares e políticos, ao ser interrogado sobre a investigação de três congressistas colombianos e mais nove pessoas, entre elas dois equatorianos, por supostas ligações com as Farc, em processo que já se conhece como a farcpolítica.

Os nomes destas 12 pessoas foram encontrados nos computadores do número dois do comando das Farc, "Raúl Reyes", morto na operação militar colombiana do dia 1º de março contra um acampamento rebelde em território equatoriano. O incidente provocou uma crise entre ambos os países.

Correa disse que as relações com a Colômbia continuam em um "ponto morto", devido ao ataque colombiano em território equatoriano, e disse também que as mesmas só serão normalizadas quando o Governo do país vizinho parar com suas acusações contra o Equador.

"Enquanto prosseguirem os ataques do Governo colombiano e essa campanha midiática na qual se acusa o Equador de apoiar terroristas, será muito difícil renovar as relações", afirmou.

"As relações com o povo colombiano sempre foram fraternas, mas as relações com o Governo colombiano, por razões que todos conhecem, estão em situação muito delicada, em um ponto morto, em uma situação muito crítica", acrescentou.

Segundo o chefe de Estado do Equador, todos desejam que tudo volte ao normal o mais rápido possível, mas as boas relações com a Colômbia dependerão de um bom ambiente de convivência e de dignidade. EFE cm/fh/plc

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