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Correa diz na ONU que resposta para crise deve sair do G192

Nações Unidas, 25 jun (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, ressaltou hoje na Assembleia Geral da ONU que a solução para a crise econômica e financeira global deve sair do G192, porque reúne todos os países do organismo e não de outros grupos reduzidos.

EFE |

Correa, que participa da reunião da Assembleia Geral da ONU que busca soluções para a crise, ressaltou que "é dentro deste G192" que se deve "discutir as soluções integrais, equitativas e democráticas" para a situação.

O presidente equatoriano, que reiterou suas críticas às políticas econômicas dos Estados Unidos, assim como do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), ressaltou que os países da América Latina deveriam criar um fundo de reservas comum que permita mais independência das potências mundiais.

Com relação ao FMI, Correa se pronunciou a favor de seu desaparecimento, ao afirmar que essa instituição deveria ser "eliminada".

"Temos que criar uma nova arquitetura financeira que nos torne independentes dos mercados especulativos internacionais", disse Correa perante a assembleia, em que pediu aos países pobres que se livrem da "chantagem" feita pelas nações mais ricas.

Para Correa, o desastre financeiro mundial é "apenas um sintoma da crise de um sistema que privilegiou a economia especulativo-financeira em detrimento da economia real".

O presidente equatoriano ressaltou que "nos últimos anos tudo se desordenou, e se pretendeu que o dinheiro gerasse por si mesmo mais dinheiro".

Como consequência da crise, Correa afirmou que os países da América Latina e do Caribe podem perder entre 2,3 e 3,2 milhões de empregos, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para solucionar a crise, Correa propôs "aprofundar a integração de espaços de soberania monetário-financeira supranacionais", que reduzam os efeitos perversos que, segundo ele, atingem as economias em desenvolvimento "por sua vinculação com o sistema financeiro internacional".

No discurso, Correa criticou as "burocracias" que, na sua opinião, o Banco Mundial impôs na América Latina, incluindo "as autonomias dos bancos centrais", o que considerou uma "irracionalidade que tem que terminar". EFE emm/rr

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