Quito, 29 jul (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que, assim como não acreditou na veracidade do vídeo no qual um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) fala de supostas contribuições à sua campanha eleitoral em 2006, também não confia no desmentido da guerrilha.

"Assim como não acreditei no que disse 'Mono Jojoy' no vídeo que indicavam que tinham financiado nossa campanha, agora no desmentido também não tenho por que acreditar", disse Correa em uma entrevista a uma rádio na cidade de Quevedo.

"Como nova cortina de fumaça e buscando agredir o presidente do Equador, Rafael Correa, Washington e Bogotá manipularam um vídeo das Farc tirando de seu contexto o documento", ressaltou um comunicado divulgado nesta terça pela guerrilha colombiana.

"Taxativamente negamos ter entregado dinheiro a qualquer campanha eleitoral de qualquer país vizinho", acrescenta a nota.

Correa esclareceu hoje que ao não reconhecer o desmentido não admite ter recebido dinheiro das Farc à campanha, e ratificou que não recebeu "um tostão" do grupo guerrilheiro nem enviou emissários para conversar com a guerrilha.

"Peço ao povo equatoriano que fique atento, porque isto não é outra coisa que tentativas nacionais e internacionais de desestabilização de um Governo revolucionário", disse Correa, que, na semana passada, tinha pedido publicamente às Farc que dissessem se o vídeo era verídico.

O chefe de Estado afirmou que há tentativas de desestabilizar os Governos progressistas da América Latina, entre os quais mencionou Venezuela, Bolívia, Honduras e Nicarágua.

"Temos um grande apoio popular, mas sem organização e capacidade de mobilização, enquanto há pequenos grupos que não representam ninguém, só seus interesses, mas têm qualquer quantidade de dinheiro e capacidade de mobilização", disse. EFE sm/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.