Correa descarta que caso Odebrecht afete relação com Brasil

Quito, 13 abr (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que o processo do país contra a construtora Odebrecht por falhas na construção da hidroelétrica de San Francisco não tem por que afetar a relação bilateral, informou hoje a Presidência.

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No entanto, Correa insistiu em que "o Governo equatoriano saberá defender os direitos e os interesses do país", e afirmou que a "Odebrecht foi uma empresa privada que roubou o Estado e que isso foi determinado por uma auditoria internacional", destaca uma nota da Presidência.

"Se o Brasil se ressente por isso, o que vamos fazer, mas me pareceria incrível", ressaltou em entrevista concedida ao canal estatal "Ecuador TV".

A polêmica envolvendo a Odebrecht acabou gerando, a partir de outubro de 2008, uma tensão diplomática entre os Governos de Equador e Brasil, após o Estado equatoriano decidir expulsar do país a construtora depois de detectar supostos erros estruturais nas obras da hidroelétrica.

A execução da obra foi financiada com um empréstimo de US$ 242,9 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades no contrato.

Na semana passada, o Governo equatoriano anunciou que, com base em um relatório de uma empresa de consultoria italiana, processará a Odebrecht e reivindicará o pagamento de US$ 210 milhões mais juros pelas paralisações da central e pelos consertos que precisaram ser feitos após a suposta finalização da obra.

"Estamos preparando todos os elementos, atuando responsável e seriamente para pôr os juízos correspondentes. Haverá um civil e dois penais", informou o presidente.

Correa acrescentou que se a construtora continuasse "tentando roubar" o Estado equatoriano, anunciará "em nível mundial (...) o que essa companhia é. A falta de seriedade e a irresponsabilidade com que atua". EFE ic/db

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